Resultado de imagem para Corvina água salgada

Ela é um dos peixes mais frequentes nas pescarias costeiras das regiões Sudeste e Sul e, ainda assim, há pescadores que não lhe dão o devido valor.

A Corvina de água salgada, tem perfil superior convexo e o inferior reto e achatado. Sua cabeça é grande os olhos também se destacam. A boca, inferior, possui abertura pequena e é dotada de placas dentígeras, com curtos barbilhões na região do queixo. A nadadeira dorsal é longa, com a porção de raios duros em formato triangular e separada por um entalhe da porção ramosa. A caudal é trucada, enquanto as peitorais e pélvicas são mais longas e a anal, bastante curta. Possui coloração geral acinzentada, com o ventre branco e estrias oblíquas escuras no dorso. Alguns indivíduos podem apresentar o dorso um pouco mais escuro e a porção inferior do corpo e as nadadeiras amareladas ou douradas. Um fato interessante é que a corvina é uma espécie semélpara, ou seja, morre depois de determinada idade ou porte.

Características

Distribuição: No Atlântico Ocidental, das Antilhas até a Argentina. Muito comum nas regiões Sudeste e Sul do Brasil.

Porte: Até 70 centímetros e 4 quilos.

Hábitat: Prefere áreas costeiras com profundidade moderada, de 10 a 60 metros, sobre fundos de areia, lama ou cascalho. É eventualmente encontrada nas áreas profundas de estuários e manguezais, mais sob influência da água salgada, podendo frequentar também pontos de maior profundidade das praias.

Melhor Época: O ano todo, com ênfase para os períodos mais quentes.

Os Equipamentos

Encontrada em diferentes lugares, capaz de atacar vorazmente iscas naturais e artificias e forte o suficiente para oferecer ótimas brigas, a corvina é injustamente relegada a segundo plano por muitos pescadores. As modalidades de pesca embarcada são mais certeiras para tê-la na linha.

Conjunto para pesca embarcada

Varas: De 6 a 7 pés, classe 17 a 20 libras.

Carretilhas e molinetes: De categoria média (molinetes classe 1 500 a 2 000), com capacidade para 100 metros de linha.

Linhas: De náilon ou multifilamento com 20 lb de resistência.

Líderes: De fluorcarbono, com 0,40 a 0,50 mm de diâmetro e até 2 metros de comprimento.

Anzóis: Modelos maruseigo 16 a 20 e wide gap 1 a 2/0, dependendo do porte das iscas usadas e dos peixes.

Chumbadas: De 30 a mais de 80 gramas, dependendo da profundidade e força da maré no local.

Chicotes: Com até 1 metro quando atados após a chumbada (separação feita por meio de girador). Ou então, com o peso na extremidade e duas ou três pernadas entre 50 cm e 1 metro.

Iscas naturais: Camarões vivos ou mortos, pequenos peixes vivos, filés de lula e mesmo moluscos com saquaritás.

Iscas artificiais: Metal jigs de 20 a 40 gramas e soft baits como camarões plásticos e shads de 5 a 10 centímetros acoplados a jig heads de 7 a 14 gramas.

Créditos: Bíblia do Pescador