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Ela muitas vezes chega de mansinho, sem dar aviso. Se a pegada for sutil, mas a briga pesada e longa, desconfie: pode ser uma grande miraguaia na linha.
A miraguaia, também conhecida como piraúna e burriquete na região Sul, é um peixe alongado, bastante convexo e alto, retilíneo na região ventral. Possui olhos bem grandes e boca subinferior. A mandíbula tem barbilhões desenvolvidos que utiliza para detectar suas presas, sobretudo nos fundos da areia e lama. A nadadeira dorsal tem base longa, a porção espinhosa com formato relativamente triangular e a ramosa mais homogênea. Escamas ctenóides (ásperas) estão presentes no corpo e cicloides (lisas) na região da cabeça. As nadadeiras peitorais são alongadas. Uma característica que permite uma separação segura da corvina, com a qual tem semelhança, é a presença de um segundo raio duro muito grosso na nadadeira anal. A caudal tem formato truncado. Sua coloração geral é marrom.

Características
Distribuição: Ocorre em baixas densidades ao longo de toda a costa brasileira, sendo mais comum nas regiões Sudeste e Sul.
Porte: Até mais de 1 metro e 50 quilos.
Hábitat: Nas regiões de estuário de grandes rios e também nas praias arenosas e em zonas costeiras, sobre fundos de areia ou lama.
Melhor Época: Durante o ano todo.

Os Equipamentos
Pelo porte que atinge, a Miraguaia deve ser sempre respeitada. É mais comumente capturada na pesca embarcada na região Sudeste, em saídas de estuário e pontos com fundos de cascalho e pedras, bem como perto de naufrágios. Na pesca desembarcada, é pescada em costões, plataformas e beiras de praia, especialmente na região Sul.

Pesca embarcada
Varas: De 6 a 7 pés, classe 20 a 30 libras, com ação moderada a rápida.
Carretilhas ou molinetes: De categoria média –pesada, com fricção forte e macia e capacidade para 150 metros de linha.
Linhas: De multifilamento, com 25 a 40 libras de resistência. Sua baixa elasticidade é importante para aumentar a sensibilidade nas profundidades em que o peixe é encontrado, muitas vezes entre 30 a 50 metros.
Líderes: De fluorcarbono, com 0,50 a 0,60 mm de espessura e até 2 metros de comprimento.
Anzóis: Circulares, 3/0 a 5/0, ou do tipo wide gap, 2/0 ou 3/0.
Chumbadas: De 40 a 80 gramas ou mais, dependendo da profundidade e força da maré, dos tipos oliva ou redondo para chicotes terminais com apenas um anzol e dos tipos gota ou melão quando o peso vai embaixo e as pernadas acima.
Iscas Artificiais: Siris, caranguejos, camarões (de preferência vivos), moluscos como os saquaritás, pequenos peixes, lulas e outras.
Chicotes: Os simples, com apenas uma pernada terminal após o chumbo (separação feita por meio de girador), podem ter entre 40 a 60 centímetros, com anzol na ponta. Os chicotes com pernadas (em geral, duas) têm o peso na ponta, com pernadas medindo entre 40 a 50 centímetros feitas com o mesmo material do líder. Se o fundo for “mole” (de areia, cascalho ou lodo), o anzol de baixo pode ultrapassar a chumbada; já em fundos de pedra e outras estruturas “enroscativas”, eleve a posição dos anzóis. Ao invés de rotores de praia, frágeis, opte por giradores triplos ou luvas com giradores (usados em pargueiras) para atar as pernadas ao chicote.
Iscas artificiais: Principalmente metal jigs de 20 a 40 gramas, além de iscas plásticas como camarões e shads acoplados a jig heads de 10 a 20 gramas.

Pesca de praia
Varas: De 3,9 a 4,5 metros, com potência de arremesso (casting) de até 200 gramas.
Carretilhas e molinetes: Com bom sistema de freio e capacidade para pelo menos 200 metros de linha. Carretilhas rápidas ajudam a ganhar tempo no recolhimento das iscas.
Linhas: De mono ou multifilamento com resistência entre 25 a 30 libras.
Líderes: De náilon ou fluorcarbono com espessura de 0,60 a 0,70 mm, longos, com 5 a 10 metros de comprimento.
Anzóis: Podem ser os mesmos usados na pesca embarcada.
Chumbada: Do tipo pirâmide ou com garras para boa fixação no fundo em condições de ventos/onde fortes e fundos lisos, ou dos tipos gota ou carambola com peso entre 80 e 200 gramas ou mais.
Chicotes: Confeccionados com o peso embaixo, e duas pernadas, de forma similar à indicada na pesca embarcada. Lembre-se de não usar rotores tradicionais, em geral fracos para as grandes miraguaias.
Iscas: Caranguejos de pedra e de praia (“Maria-farinha”), camarões, siris, corruptos e sarnambis, entre outras.

Créditos: Bíblia do Pescador